Posição Oficial da Comissão de Trabalhadores da UP sobre a greve de 8 de novembro

Está convocada por todas as organizações sindicais representativas dos trabalhadores da Administração Pública uma greve para amanhã, 6.ª feira, dia 8 de novembro.

A Comissão de Trabalhadores da Universidade do Porto,recém-constituída, não podia deixar de tomar posição sobre um momento tão difícil por que vive quem, em Portugal, trabalha em todos os domínios da administração e dos serviços públicos, e em especial no Ensino Superior Público de que a Universidade do Porto faz parte.

É no âmbito do art. 34.º dos seus Estatutos – “Sem prejuízo da sua independência, a Comissão de Trabalhadores pratica e tem direito a beneficiar, na sua ação, da solidariedade de classe que une nos mesmos objetivos fundamentais todas as organizações de trabalhadores” – que a CT da UP vem, desta forma, associar-se a todos aqueles que amanhã pretendam exigir que “todas as entidades públicas competentes cumpram e apliquem as normas constitucionais e legais respeitantes aos direitos dos trabalhadores” (art. 16.º), cessando e revertendo anos de devastação social e de desrespeito pelos direitos, pelo trabalho e pelo esforço de milhares e milhares de trabalhadores de todas as funções públicas.

Quando o Governo e o Parlamento pretendem cortar (mais uma vez) nos nossos salários e aumentar o nosso tempo de trabalho sem nos remunerar por isso, quando tudo fazem para que possamos ser despedidos em termos que desrespeitam direitos reconhecidos desde há décadas, fazem-no desprezando o empenho, a boa fé, o esforço, a entrega com que, apesar de todas as dificuldades, todos os obstáculos e toda a hostilidade que sofremos, continuamos a trabalhar numa universidade que, como nosso local de trabalho, representa uma parte central das nossas vidas. O que se decide no próximo Orçamento de Estado é, afinal, uma grande parte das nossas vidas e das vidas daqueles cujo futuro de nós depende.

A CT da UP sabe de que lado está. E está ao lado daqueles que, na greve de amanhã e em todos os momentos em que tenham de tomar posição, não se resignam.

A Comissão de trabalhadores.